Domingo, Junho 22, 2008 Enfim chegou![]() Torçam por mim! Na vitrola: Norah Jones - Love me tenderDomingo, Abril 13, 2008 Quanto tempo!
Muito tempo... Tempo é uma coisa complicada pra mim. Pra começar, eu levo a sério o tempo, talvez não deveria, mas já tentei em vão mudar. Eu sou daquelas que cinco minutos são realmente 5 minutos. Sou pontual e detesto esperar. Nunca dei tempo a nada na vida e confesso que quando precisei, fiquei meio sem chão. Dizem que a ansiedade é a angustia do tempo. Eu como ansiosa, concordo. Eu dei um tempo do blog por que a vida fora dele me atropelou. No momento que eu prometi a mim mesma que tiraria férias das emoções avassaladoras, tomei mais uma rasteira da vida. Não que agora a vida lá fora está tranqüila, pelo ao contrario. Cada dia mais louca. Mas agora estou a espera de outro momento. Dois longos meses me separam do futuro ou a falta dele. Só me resta esperar e crer. No tempo, em mim, e muito, em Deus! Na vitrola: The Smiths - I'm sorrySábado, Março 22, 2008 Começando a voltar
Decidi, neste primeiro dia do ano, escrever um diário. Não sei que razões me levaram a isso. Sempre me interessei pelos diários dos outros, mas nunca pensei em escrever um. Talvez depois de considerá-lo terminado quando?, que dia? — eu o rasgue, como fiz com um romance epistolar, ou o deixe na gaveta, para, depois de morto, os outros — nem sei quem serão, pois não tenho herdeiros — resolverem o que fazer com ele. Ou, então, pode ser que eu o publique. "O bom diarista", disse Virginia Woolf, "é aquele que escreve para si apenas ou para uma posteridade tão distante que pode sem risco ouvir qualquer segredo e corretamente avaliar cada motivo. Para esse público não há necessidade de afetação ou restrição." Não me imporei restrições, porém sei que estarei sendo influenciado de várias maneiras, ao considerar a hipótese de ser lido pelos meus contemporâneos. Os autores de diários, qualquer que seja sua natureza íntima ou anedótica, sempre escrevem para serem lidos, mesmo quando fingem que ele é secreto. O Samuel Pepys, que codificou o seu diário, deixou pistas para ser decifrado. Nesse gênero literário, o autor fala sozinho numa , espécie de solilóquio. Aqui, porém, não apenas a minha voz, a do protagonista, será ouvida, mas também as dos outros, deuteragonistas e tritagonistas. (Podem me chamar de pedante, mas que nomes posso atribuir a esses outros, a partir do momento em que me denominei protagonista?) Confesso que, ao realizar essa tarefa, pretendo me exercitar na técnica de escrever em forma dialogada. Há escritores, talvez eu seja um deles, que têm um certo preconceito contra o uso freqüente de falas para descrever interações entre dois ou mais personagens. O teatro não pode prescindir do diálogo e o cinema pode contar alguma coisa sem usar diálogos graças ao close e outros truques de câmera, no entanto o que o cinema pode nos dizer com imagens nunca tem a mesma riqueza de significados da narrativa literária. Acho que fiz todos os meus livros de ficção sem diálogos por não os ter usado no primeiro que escrevi, que fez aquele sucesso todo. Tentei repetir o mesmo formato. Mas aqui pretendo contar o que acontece usando diálogos. Tentarei reproduzir fielmente as expressões verbais de meus interlocutores. Ao fim do dia, após digitar os diálogos junto com uma descrição sucinta do cenário e das circunstâncias em que eles ocorreram, arquivarei tudo na memória do meu computador. Talvez escapem gestos ou falas importantes, elipses estas que resultarão de preguiça e algum desleixo; e, por outro lado, é provável que eu inclua ações e alocuções inúteis. Os verbetes referentes a diários, journals e similares enchem várias páginas de qualquer enciclopédia. Os limites classificatórios desses textos são vagos. Numa firula taxinômica eu diria que não podem ser considerados diários, como muitos o fazem, o A Journal of the Plague Year, do Defoe, ou o Diário de um sedutor, do Soren Kierkegaard, que mais me parece um romance epistolar, assim como as Confissões, de Santo Agostinho, ou as Confissões de um comedor de ópio, do de Quincey, que devem ser rotulados como literatura confessional. Quatro exemplos apenas, em uma miríade possível. Texto extraído do livro “Diário de um fescenino”, Cia. das Letras – Rio de Janeiro, 2003, pág. 11. Na vitrola: Lenine - Todas elas juntas num só serQuarta-feira, Dezembro 19, 2007 Quinta-feira, Dezembro 13, 2007 Travessia e EuEu sou uma pessoa musicada. Minha vida é pautada e marcada por musicas. Travessia do Milton é a musica que mais me arrancou lágrimas na vida. Sabe aquele ato masoquista que alguns tem de ouvir musicas de arrancar o coração em momentos turbulentos? Bem, eu tenho. E Travessia está sempre na playlist. Choro e ainda de boca aberta cantarolo: Já não quero parar Meu caminho é de pedras, Como posso sonhar Sonho feito de brisa, Vento vem terminar Vou fechar o meu pranto, Vou querer me matar Aí aquela calma esquisita que a gente sente depois de chorar muito, me invade e eu volto a mim mesma. P.S: Pra quem como eu gosta, leia essa noticia. Na vitrola: Milton Nascimento - travessiaDomingo, Setembro 16, 2007 Pausa
Tenho muitas coisas a dizer, mas ainda não é a hora. Sabe como é? Bem, aguardem. Coração aberto no proximo post. Na vitrola: Barão Vermelho - Quando você não está por pertoQuarta-feira, Agosto 29, 2007 Tcharammm!!!!
Há duas semanas eu tenho vivido coisas bem engraçadas. Sim, engraçadas, já que decidi rir dos joguinhos que a vida resolveu fazer comigo. Semana passada encontrei o menino (hoje, homem) por quem eu passei a adolescência toda apaixonada. Eu fui dar a aula pra um colega que teve um problema e tcharam!!! Lá dei de cara com o menino, que veio para a aula que eu daria. Meu lábio inferior tremeu por 5 segundos, enquanto isso, eu pensava que o tempo é um velhinho doido, que usa cuecas o dia inteiro e fuma charutos... Passado os 5 segundos e o lábio já calmo, sorri e começamos a conversa. Aquela coisa, “nossa! Quanto tempo!”, “como está a sua vida?” blablabla... Confesso que quase nem lembro das respostas que ouvi e dei, só fiquei feliz por saber que sim, a vida tem sido bem camarada comigo. Na vitrola: The Guillemots - Trains to BrazilDomingo, Agosto 12, 2007 Mega sena por favor?
Não me leve a mal... Bem, pensando bem, me leve a mal se quiser... Dinheiro é bom, não salva a vida de ninguém claro, mas dá conforto e alivio... Mega sena acumulada. Fiquei a pensar no que eu faria com toda essa grana... Hoje, domingo, eu com a roupa do corpo, pegaria um avião (rezando pra chegar ao destino) passaria em São Paulo pra ver alguém e rumaria pro mundo. Passaria meses viajando. Longe de tudo... Mega sena, por favor? Na vitrola: Orquestra Imperial – Beija-meSábado, Julho 21, 2007 Eu gosto de homem, não preciso de homem.
Ouvi essa frase essa semana na TV e parei de zapear naquele instante. A mulher em questão falava que homem era um acessório e dentre as mil e três explicações , ela veio com essa. A segunda parte da frase, confesso, me inquietou. Sem a menor vergonha de admitir, eu preciso de homem sim. Não preciso, como preciso de sono, água, banho quente e energia elétrica. Mas preciso. E eu escolhi e escolho precisar. É lógico que eu posso entre tantas coisas, alcançar a ultima prateleira do mercado, me defender de cantadas idiotas, entrar sozinha numa festa, ou se necessário, trocar o pneu de um carro, mas eu escolho precisar deles. Eu posso fazer muitas coisas sem homem, mas eu prefiro com eles. Seja ele quem for, seu amigo, seu pai, seu primo ou seu amante. Na vitrola: Blondie - One way or anotherQuarta-feira, Julho 18, 2007 Versos![]() Sim, quando me quiseres estarei aqui. Não tenho dúvidas. Nem tenho vergonha de estar disponível. Te quero. Me queira. Por favor, me queira. Um dia, por favor, me ligue. Me deseje sem que para isso eu tenha que demandar desejo. Eu te desejo muito. Tu sabes. Só quero que me deseje. Não quero te ligar. Quero que o telefone toque e seja você. Ah, é tudo o que quero. E não, não, esse texto não quer ser literatura. Quer ser só um desabafo. Desabafo de uma mulher que quer que o telefone toque. Que o tintilar do telefone tenha barulho de desejo. Que quer que do outro lado da linha haja um homem ansioso. É o que essa mulher quer. Não quero mais só o meu desejo. Não quero mais os meus dedos movendo o teclado do telefone. Te quero. Mas vou tentar só te querer quando você me quiser. Prometo. Na vitrola: Blondie - Call meSegunda-feira, Julho 09, 2007 A contraditória Gabi![]() Eu sou contraditória, já me disseram... Eu falo palavrão, olho a bina do celular e não atendo as vezes, já menti que gostei de algo quando detestei, cometi delitos e entre tantos pecados, eu já votei no Lula. Eu não sou um bom exemplo. É claro que essa faceta é só uma das mil coisas que fazem parte de um todo. Eu sou leal, companheira a toda prova generosa e muito esforçada. Esforçada? O que é isso? – já ouvi mil vezes isso... Eu sou capaz de me moldar com pouca dificuldade. Suporto coisas que poucas mulheres suportam e sim, cedo e relevo coisas que não pegaria bem confessar aqui. Resumindo, eu sou mulherzinha pra caramba Posso ser aquela Amélia que era mulher de verdade e depois de assar o bolo, assar a cabeça de um, no mesmo forno quente. Contraditório, eu sei. Mas quem não é? P.S:Ouvindo a sempre boa Queer do Garbage. Pegue a letra! Na vitrola: Garbage - Queer
Terça-feira, Junho 26, 2007 Eu amo ser mulher IEu nunca pensei o que faria se fosse homem... Talvez fizesse xixi em pé, andaria na praia sem camisa, beijaria uma menina como gosto de ser beijada... Sei lá... Nunca pensei nessas coisas porque eu amo ser mulher. Mulheres são os seres mais diferentes de todas as outras espécies do mundo. Você pode encontrar duas mulheres idênticas fisicamente, mas nunca encontrará duas mulheres idênticas de alma. Mulheres são mais cheirosas, macias, delicadas e complicadas do que qualquer outra espécime. Mulheres são capazes de virar o mundo de ponta a cabeça por algo que as motive e são tão surpreendentes que você pode achar que conhece uma mulher, mas nunca terá certeza disso.
Dia desses falei da Alanis... Hoje quero deixar algo da Anais Nïn. Minha escritora favorita. Ahhhhhh literatura erótica... Alguns vão murmurar... Anais Nin foi uma mulher doida e admirável como eu, sua mãe e a sua colega de trabalho... Ela percebeu que nada podia fazer contra sua força e vontade.Ele exigia submissão.O desejo morreu dentro dela de pura exaustão.Toda tensão abandonou seu corpo.Ela ficou macia como algodão.Ele aprofundou-se nisso com regozijo ainda maior.Sua escrava , sua possessão,um corpo alquebrado, ofegante,maleável, ficando cada vez mais mole sob seus dedos... Na vitrola: Portishead - Glory BoxSexta-feira, Junho 15, 2007 Alanis Morissette e Eu
Ainda lembro a primeira vez que ouvi Head Over Feet... Eu estava dentro do carro da mãe de uma amiga e íamos pra casa depois de um dia de treinamento para meu primeiro emprego. Ali naquela hora pensei: Puts essa mulher andou lendo meus diários de adolescente. Não me considerava mais uma adolescente e muito metida que sempre fui, achava que trabalhar era um grande passo para a vida adulta. Ledo engano... Bem, naquela época não se baixava musica, senão teria chegado em casa e baixado a moça canadense de Ottawa, que cantava as dores de ser amada e largada... Meses depois eu ganhei o primeiro CD dela, um dos primeiros presentes que ganhei de um aluno. Dia desses peguei o CD e lembrei que isso já faz 10 anos... Como eu tenho essa tendência a nostalgia, fiquei a lembrar daquele ano de 1996 (sim, o CD foi lançado em 1995, mas eu ganhei no final do ano, então ele embalou as férias de 96!)... 10 anos podem parecer pouco tempo para alguns, mas é quase um terço da minha vida... Depois disso, eu já amei, já gostei, já enjoei, já cansei e já ouvi tudo que a moça Morissette já berrou... Ainda acho que ela leu meus diários. Os de antes e os de agora. P.S: Difícil fazer listas, mas aí vai o meu top 5 da moça: # 1 Everyhting do cd The Collection (2005) # 3 Simple Together do cd Feast On Scraps (2002) # 4 Head Over Feet do cd Jagged Little Pill (1995) # 5 So Unsexy do cd Under Rug Swept (2002) Na vitrola: Alanis Morissette - Head Over FeetDomingo, Maio 20, 2007 Abaixo os meninos de 20 e poucos
Correndo o risco de receber tomates, ovos podres e ameaças via email, tomo coragem de protestar contra essa raça nada rara nos dias de hoje. Ainda sem cruzar a linha dos 30, eu já me sinto cansada de ter que lidar com esses meninotes. Porque é isso que são. Meninotes. Salvo raríssimas exceções, como poucos amigos meus. Dois deles, casados com mulheres incríveis. Sorte deles, sorte delas! Tenho a impressão que homens serão sempre meninos, mas os de 20 e poucos serão os mais chatos meninotes. Longe de serem considerados homens, esses menininhos ainda se seguram em eventos sociais para não brigarem pelo carrinho-controle remoto e para não brincarem de briguinha (ops, alguns ainda brincam de briguinha!). O senso de "humor" dos meninos de 20 e poucos anos beira o feito no Zorra Total. Se você se pegar rindo de alguma piada feita por eles, garanto você ri da falta de graça ou do alto teor de álcool em sua cabeça. Agem e reagem como aos 12 anos. Quando ganham um beijo no rosto da menina loira do final da rua, eles espalham que ela deu um beijo de língua. E pior, os meninotes de 20 e poucos anos espalham detalhes que às vezes só aconteceram e suas mentes férteis e bobas! Quando dizem que vão ligar, não ligam, esquecem e ainda bancam os naturais quando te encontram. É por isso que eu tomo emprestado o ditado que minha avó dizia: "Quem dorme com criança, acorda mijado!" P.S: Volto a dizer que nem todos viu? Na vitrola: Leoni - Lado ZDomingo, Maio 13, 2007 Fui Vencida
Isso é um post pessoal. Como tantos que escrevo... Eu lutei, relutei a soltar as correntes que eu estupidamente arrastava. Como quem pune a um criminoso eu me punia por não ter sido melhor, não ter sido mais... Até que a porta abriu e dela saiu ele... Me desarmei. Eu sorri e ele sorriu de volta. Me deu a mão e caminhamos. Agora que ele se foi jurando voltar, eu olho pra minha porta esperando ele cumprir a promessa. Volte amanha, volte semana que vem, volte logo. Na vitrola: Aimee Mann - Wise upSábado, Abril 28, 2007 Meia Maratona dos BobalhõesPense na visão... Você é o corredor de numero 43 da Meia-Maratona dos Bobalhões... Você mesmo não estando preparado (sendo um bobalhão-mor isso é sempre uma freqüente na sua vida!), treina uns dias, compra tênis novo, investe na dieta dos famosos, para de fumar e acredita que agora sim, vai dar certo. Vai cruzar a linha de chegada. Não precisa ganhar, mas terminar a prova te fará feliz. Você está lá. Cá entre nós, meio ridículo com aquela camiseta com o grande numero estampado na frente. Mas você se sente o Maximo. Um corajoso, um sobrevivente, um quase herói. Começa a corrida, você ganha umas posições, chega ao pelotão de frente, logo atrás dos quenianos. Uau, você não esperava ganhar, mas ali começa a ter ambições e sonhos... Você olha a sua volta e vê seus amigos acenando e isso só te dá força... Até... Alguém tropeça na sua frente e num grande efeito dominó, você e seu sorriso bobo desabam no chão. Na vitrola: Patu Fu - Por pertoTerça-feira, Abril 24, 2007 O que é saudade?![]() Pra mim, saudade é o soluço da alma. Você não entende o porquê ou se entende não lembra, tem mil receitas pra passar e no final ela vai embora como veio... Assim do nada... Eu não tenho soluçado muito, mas tenho sentido muitas saudades. Assim no plural. Abro a bolsa, procuro as chaves de casa, o celular, a agenda e está tudo lá. Sinto falta de coisas que nunca existiram de verdade. Eu sinto saudade da minha infância. Daquele tempo mágico onde todas as coisas eram enormes e gostosas. Os sorvetes eram melhores, as balas e os abraços eram melhores. Eu não sou muito nostálgica, mas tenho sido nos últimos tempos. Saudade de pessoas, coisas e de mim mesma. Na vitrola: Leoni - Quem, além de você?Segunda-feira, Abril 16, 2007 A mulher e a capacidade de amar
Ontem à noite conversando com duas amigas sobre a arte dos relacionamentos eu me pus a pensar... Porque nós mulheres somos prontas a qualquer hora para se lançar em direção a uma possibilidade de amor e os homens não? Qual é o mecanismo dentro de nós que nos motiva a sermos mais disponíveis emocionalmente? Alguns podem cogitar a palavra carência. O que discordo totalmente. Carência é sair e aceitar qualquer migalha caída da mesa do afeto. É se propor a qualquer aceno ou simulação dele. É fazer o bem sem escolher a quem... risos... Disponibilidade emocional é aquela capacidade de acreditar. É abrir a porta para ver quem chega e recebê-lo com uma xícara de café na mão (ou no meu caso um copo de coca-light!). É se propor a ser quisto e querer bem. É pagar pra ver mesmo quando não se conhece o outro jogador. Não quero dizer que todas as mulheres têm essa peça na composição original e nem que alguns raros exemplares masculinos não têm... Sim, existem algumas mulheres que não estão nunca preparadas e jogam a vida inteira e sim, existem raros homens que estão livres e prontos para serem amados e amar sem medo em quase qualquer hora. Eu, só não sei onde esses dois tipos estão... Eu acredito que nós mulheres somos o núcleo central de todas as relações humanas. Tudo bem, eu sou mulher. Venho de uma família muito feminina, convivo com muitas mulheres, escuto e leio mulheres, você pode cogitar... E é por isso que eu posso falar com propriedade que é a mulher a força que une todos os pedaços das relações. É por causa dessa disponibilidade emocional titânica que o nosso corpo é talhado para receber outro corpo. E é por causa dessa disponibilidade que somos nós, que guarda o presente de receber dentro de nós outro ser humano para vir à luz.. P.S: minha capacidade tá quebrada esses dias... acho que foi um raio que queimou ela... Na vitrola: Ryan Adams - Come pick upTerça-feira, Abril 10, 2007 ![]() Sobre os livrosEra uma vez um leitor, curioso sobre a história dentro de um livro. Era uma vez um livro, curioso sobre os olhos daquele leitor. Era uma vez a história de um. Era uma vez a história de outro. Mas porque alguém tinha de dar o braço a torcer, o livro rendeu-se e começou o primeiro capítulo. Os livros sempre se rendem: não é a toa que eles capitulam. Rita Apoena P.S: Clique na imagem acima e vá ao site da Rita. Impossivel não se apaixonar pelos versos. Parada obrigatoria nas minhas manhãs. Faça o mesmo! Na vitrola: Wilco - Either WaySábado, Março 31, 2007 Braveheart
Eu sou uma menina. Vou viver até os 90 anos e ainda sim serei uma menina. E como uma menina que sou, sempre fui insegura, medrosa e fujona. Meus amigos sabem da facilidade que me magôo e eu sei que isso não é nada difícil de ser percebido. Eu desapareço num buraco e lá me escondo. A simples idéia de ver meu coração magoado me apavorava a ponto de sem questionar, eu, recolhia minhas malas e rumava a porta de saída. Bem... Ainda me magôo com facilidade e ainda desapareço num buraco. Porém descobri recentemente, muito recentemente alias!, que eu sou proprietária de um coração corajoso. Quem lê esse blog-papel-de-carta, já sabe que eu me abri a existência de um rapaz. Sim, eu deixei a porta aberta e um desconhecido entrou. Por alguns dias ensolarados, ele e sua encantadora e engraçada existência fizeram de minhas noites e dias, horas mais sorridentes e leves. E por mais assustadora e insegura que essa situação toda era, eu não me protegi. Me revelei, me ofereci, me entreguei e sem medo do desconhecido eu gostei. Gostei da situação e gostei dele, o desconhecido encantador. Eu, menina, me peguei sorrinte e saltitante com minhas marias-chiquinhas imaginárias. E como toda a graça e encanto um dia se quebra, o meu se quebrou. O encanto, a graça e o meu coração aberto se quebraram. A coragem permanece porém. Na vitrola: Lenine - Vieste (Puts, essa é pra chorar mesmo!!) |
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